REPRODUÇÃO
O prefeito de Nova Xavantina João Bang enviou nota à imprensa criticando a maneira como a Associação Mato-grossense dos municipios -AMM ven conduzindo o processo eleitoral. Ele disse que está acontecendo de forma acelerada. Mesma preocupação do prefeito de Nobres, José Domingos Fraga Filho — Zé Domingos que faz questionamentos sobre a condução do processo e as recentes alterações estatutárias da entidade.
VEJA A NOTA DE MANIFESTAÇÃO
Quero manifestar publicamente minha preocupação e indignação com a forma acelerada como está sendo conduzido o processo eleitoral da Associação Mato-grossense dos Municípios.
Essa preocupação não é isolada. O prefeito de Nobres, José Domingos Fraga Filho — Zé Domingos —, também já manifestou publicamente questionamentos sobre a condução do processo e as recentes alterações estatutárias da entidade.
Não se trata de uma questão pessoal, nem de uma disputa contra este ou aquele nome. Trata-se de respeito à instituição, aos municípios associados e aos prefeitos, que têm o direito de participar de um processo transparente, democrático e cercado de segurança institucional.
Os fatos, por si sós, justificam os questionamentos.
No dia 4 de agosto, uma Assembleia Geral aprovou alterações importantes no Estatuto, inclusive em regras relacionadas à eleição e ao mandato da Diretoria.
O novo Estatuto foi publicado oficialmente somente em 24 de agosto. No dia seguinte, 25 de agosto, foi publicado o edital convocando a eleição para 16 de setembro.
Não estou antecipando qualquer julgamento de ilegalidade. Mas é absolutamente legítimo perguntar: por que tanta pressa?
Há ainda um aspecto que não pode ser ignorado. Não estamos em um período comum. Estamos em pleno período eleitoral das Eleições Gerais de 2026.
Os prefeitos seguem administrando seus municípios e, ao mesmo tempo, enfrentam uma agenda naturalmente mais densa de compromissos regionais, estaduais e institucionais.
É justamente nesse cenário que se pretende realizar, em prazo tão exíguo, a eleição da entidade que representa os municípios de Mato Grosso.
Se a Associação pertence aos municípios, é razoável assegurar aos prefeitos tempo suficiente para conhecer as novas regras, avaliar seus efeitos, debater o futuro da instituição, ouvir suas regiões, organizar chapas e participar de forma efetiva da escolha.
Não queremos impedir a eleição. Queremos uma eleição com ampla participação e confiança no processo.
A agilidade, por si só, não configura irregularidade. Porém, quando alterações estatutárias relevantes são seguidas quase imediatamente pela convocação de uma eleição dessa importância, é natural que se exija ainda mais transparência, esclarecimentos e segurança.
Por isso, considero indispensável esclarecer: quantos municípios participaram da Assembleia que alterou o Estatuto? Qual foi o quórum efetivamente registrado? Quantos votaram favoravelmente às mudanças? As novas regras foram amplamente divulgadas e debatidas junto aos municípios associados?
E, afinal, qual a necessidade de realizar essa eleição justamente neste momento, em pleno período eleitoral?
Fazer essas perguntas não é atacar a Associação. É zelar pela sua legitimidade e pela sua representatividade.
Não tenho receio de eleições. Estamos dialogando com prefeitos e existe disposição para construir uma alternativa democrática e disputar a presidência da entidade.
A existência de uma eventual chapa não retira de nenhum prefeito o direito de questionar o processo e cobrar transparência, participação e respeito às regras estabelecidas.
A pressa não pode substituir o debate.
Antes de nomes, vêm as regras. Antes dos interesses de qualquer grupo, vêm os municípios. E antes de qualquer eleição, deve existir confiança no processo.
Assim como outros gestores que demonstram preocupação com essa condução — entre eles José Domingos Fraga Filho, prefeito de Nobres —, buscaremos os esclarecimentos necessários e avaliaremos, com responsabilidade, as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar o respeito ao Estatuto, à legislação e ao direito de participação dos municípios associados.
Não almejo uma Associação dividida. Quero uma instituição forte, legítima, democrática e verdadeiramente representativa.
Quem pretende representar os municípios de Mato Grosso deve estar disposto ao debate, à transparência, ao questionamento e à participação ampla.
João Bang - Prefeito de Nova Xavantina
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