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O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) explicou que a ausência do presidente se deve à baixa densidade de eleitores do estado e aos compromissos oficiais da chefia do Executivo. Fávaro ressaltou que a estratégia na reta final focará em materiais gravados pelo presidente e na busca ativa pelo voto dos eleitores que ainda estão indecisos para as duas vagas ao Senado.
“Não, o presidente não deve vir primeiro pelo Mato Grosso, só temos que entender. Nós temos um estado com baixa densidade eleitoral. Ele tem restrições para fazer campanha porque está no cargo. Ele tem que trabalhar de manhã até à noite, só pode ir à noite fazer campanha e nos finais de semana”, afirmou após o debate entre candidatos ao Senado realizado pela TV Vila Real.
A confirmação ocorre cerca de 18 dias antes do primeiro turno. Em agosto, Fávaro havia anunciado que Lula faria uma visita ao estado para participar de um ato da coligação “Mato Grosso para Todos”. Na ocasião, a previsão era de que o presidente viesse a Cuiabá em setembro.
Apesar da ausência física do presidente, Fávaro afirmou que Lula já gravou material de campanha para os candidatos da coligação e que a estratégia será intensificada na reta final.
“Então ele gravou para a gente, já está no ar aí, pedindo voto aos candidatos de Mato Grosso e nós vamos intensificar”, declarou.
O senador também comentou as estratégias para a disputa ao Senado e avaliou que a escolha dos candidatos ao cargo ocorre, em geral, depois das demais votações. Em Mato Grosso, dois candidatos serão eleitos para o Senado em 2026.
“O Senado é o último voto que o eleitor decide. Ele decide primeiro o voto para deputado federal e estadual, porque está mais presente, está mais perto dele. Ele decide o voto de governador e presidente da República, que é o debate que acontece no Executivo e no Senado”, afirmou.
Na avaliação de Fávaro, a reta final da campanha será marcada pela busca pelos eleitores que ainda não definiram seus votos. Ele afirmou que pretende intensificar as atividades até o dia da votação.
“Na campanha, normalmente, é o histórico, ele fica um pouco mais para trás. Você pode pegar as pesquisas sérias, mostra que 50% do eleitor ainda está indeciso. E o que é pior? 50% também não sabe ainda que tem que votar duas vezes. É a hora de intensificar, prestar conta, visitar. E eu vou fazer isso com muita dedicação, ganhar o voto do eleitor e continuar sendo o senador de todos os Mato Grosso”, disse.
A coligação “Mato Grosso para Todos” reúne PSD, PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede e tem Natasha Slhessarenko (PSD) na disputa pelo governo, além de Fávaro e Pedro Taques (PSB) na chapa ao Senado. A campanha segue até a véspera da votação, conforme o calendário eleitoral de 2026.
COM HNT
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