TAQUES NO ISOLAMENTO: Botelho diz que corre risco de ficar sozinho com o governador

TAQUES NO ISOLAMENTO: Botelho diz que corre risco de ficar sozinho com o governador PTaques
Redação   "Daqui a pouco vai ficar só eu e o Taques no projeto de reeleição". A afirmação é do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Eduardo Botelho, prestes a se filiar ao Democratas (DEM), sobre o momento político que enfrenta atualmente o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB). Embora defenda a permanência do DEM no arco de aliança do projeto de reeleição do tucano, Botelho é categórico em admitir que há um forte desejo, no Democratas, de rompimento com o Governo do Estado.  "Vou trabalhar para que o DEM siga com o projeto de reeleição, mas caso isso não aconteça, acompanho o entendimento do partido", afirmou. "Estou defendendo o nome do governador Pedro Taques. Mas o rompimento também pode acontecer. Existe, sim, um forte desejo de que o partido tenha candidatura própria", disse. "Eu tenho que fazer essa defesa dentro do partido. Agora, se o partido optar por candidatura própria e eu for voto vencido, obviamente vou ter que acompanhar o partido", resumiu. Botelho decidiu apoio a Taques na virada da eleição da Mesa Diretora da ALMT, em 2017. Na ocasião, o deputado garantiu apoio ao tucano, em um eventual projeto de reeleição, e pediu que ele o apoiasse para o comando da Mesa Diretora. O presidente da ALMT vê com preocupação o aumento das críticas em torno do governo e da postura adotada pelo governador. Ele entende que as críticas de aliados devem ser tratadas pessoalmente. "São amigos e aliados dele. Ele precisa sentar e conversar", sugere. "Eu vou defender a reeleição dele dentro do DEM, mas ele precisa se movimentar, reconhecer algumas questões. Sem diálogo, a tendência é de afastamento", completou. A situação dentro do futuro DEM de Mato Grosso fica cada vez mais complicada para o governador Pedro Taques. Não bastasse a postura atual do presidente da ALMT, Eduardo Botelho, o ex-deputado federal Júlio Campos, um dos caciques do partido no Estado, ao lado do ex-governador Jaime Campos, não tem poupado críticas ao governador e à sua forma de administrar Mato Grosso. Júlio dá como certo o rompimento e a construção de candidatura própria no DEM. O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que também vai se filiar ao partido, definiu a gestão Taques como lamentável. O deputado federal Fábio Garcia, recentemente filiado ao DEM, afirmou que o governador se perdeu "desde o primeiro ano de gestão".Também tem a deliberação do DEM nacional, semana passada, em convenção, de lançar candidatura própria em nove estados, sendo um deles, Mato Grosso. No DEM mato-grossense, dois nomes despontam com força para enfrentar a disputa eleitoral: o ex-senador Jaime Campos e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes.