Em sua participação no FORUM SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO na última quarta-feira(27), durante o Painel “O COMPROMISSO AMBIENTAL DE GOVERNOS E DO SETOR PRIVADO COM A DESCARBONIZÃO” o deputado estadual Wilson Santos(PSD) questionou o boicote das grandes trades que ficou conhecida como a moratória da soja aos produtores que cumpriram a legislação rigorosamente.
Segundo ele, houve uma decisão unilateral em que as grandes trades compradoras de soja decidiram, lá na Europa, nos Estados Unidos, que não comprariam soja de produtores que abriram áreas, (vírgula), legalmente, a partir de meados de 2008. “Como é que um grupo econômico internacional pode impor regras comerciais a produtores mato-grossenses, goianos, paranaenses, enfim, que cumprem rigorosamente a legislação? Essas áreas que foram abertas a partir de 2008, áreas legais, obedecendo o Código Nacional Ambiental, o Código Estadual, todas as legislações, rigorosamente todas as legislações. Se estamos na Amazônia, 20% apenas de área produzida, 80% de preservação. Não é conservação, não, preservação”, disse Wilson.
O deputado deixou bem claro que em área de Preservação, homem não pode entrar e que Mato Grosso, 60% do seu território, de 903 mil km², é Amazônia. “É o único estado do Brasil que tem esses três grandes ecossistemas. O bioma Amazônico, o Cerrado e o Pantanal. Somos o único que temos”, lembrou ele.
Moratória
A Moratória funciona como uma regra privada que proibe a compra de soja produzida em áreas do bioma amazônico desmatadas após 2008. A maioria dos produtores critica a medida por considerar uma restrição ao setor.
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