A senadora Margareth Buzetti afirmou que o Brasil ainda está perdendo a guerra da violência contra a mulher e defendeu o endurecimento das penas para feminicídio com execução rigorosa do que já está previsto em lei. Para ela, não basta escrever normas no papel sem garantir sua aplicação.
“Estamos perdendo a guerra. Lei no papel não resolve sozinha. Só vamos viver diferente quando mudarmos a consciência”, disse. Ao tratar de caminhos para reduzir os crimes, reforçou que a punição precisa ser mais severa e que as decisões judiciais devem ser cumpridas de forma eficiente. “A ideia é pena maior. Não adianta defender só a lei constitucional.”
Buzetti não descartou o debate sobre prisão perpétua para autores de feminicídio e enfatizou que o problema é também cultural. “É um machismo institucional. Precisamos falar desse tema e trabalhar na educação, ensinar desde cedo que meninos e meninas têm os mesmos direitos. Respeito se aprende na infância.”
A parlamentar destacou que medidas práticas precisam acompanhar qualquer mudança legislativa. Entre elas, proteção rápida às vítimas, responsabilização célere dos agressores e fiscalização constante do cumprimento das decisões. “Sem execução eficaz, nada muda.”
Ela reconheceu que o Congresso é um ambiente conservador e que transformações mais profundas dependem de articulação política e pressão social contínuas. Ainda assim, avaliou que o debate sobre penas mais altas e mecanismos de aplicação deve avançar. “Precisamos encarar o tema, enfrentar o machismo e fazer a lei funcionar de verdade.”
a senadora comentou sobre a comissão parlamentar de inquérito em discussão na Assembleia Legislativa e afirmou que não acompanhou os trabalhos e não está por dentro da CPI do feminicídio.
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