A morte brutal de Maquiane de Brito Arruda, 28 anos, assassinada a facadas pelo ex-companheiro em Novo Santo Antônio, elevou para 37 o número de feminicídios registrados em Mato Grosso somente em 2025. O dado foi confirmado pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), que se manifestou nas redes sociais demonstrando revolta com a escalada da violência contra mulheres.
O crime, ocorrido na quinta-feira (28), escancara a fragilidade da rede de proteção e o sentimento de medo que já domina famílias em todo o estado. A cada novo caso, cresce a sensação de que a violência de gênero se tornou rotina, transformando em estatística mortes que poderiam ser evitadas.
Janaina destacou que não se trata apenas de números, mas de vidas interrompidas em meio a um cenário de impunidade e falhas do poder público. A parlamentar afirmou que a indignação precisa se transformar em ação, lembrando que não basta lamentar, é preciso responsabilizar e estruturar políticas reais de prevenção.
Além da violência doméstica, Janaina também chamou atenção para a violência política sofrida por mulheres. Ela citou o episódio em Pedra Preta, onde um vereador chamou a prefeita de “cachorra viciada”. Segundo a deputada, a Procuradoria da Mulher irá acionar o Ministério Público Federal para pedir a cassação do mandato do parlamentar. Para ela, é preciso mostrar que esse tipo de agressão não será mais tolerado.
A situação em Mato Grosso já ultrapassa o limite do aceitável. São 37 mulheres assassinadas em menos de nove meses, um quadro que revela uma tragédia social permanente. O feminicídio deixou de ser caso isolado para se tornar uma epidemia de violência, que atravessa todas as classes sociais e regiões.
Enquanto o Estado contabiliza vítimas, a sociedade cobra medidas firmes. Famílias choram, comunidades se revoltam e a sensação de impunidade só reforça o ciclo da barbárie. O fato é que, diante de tamanha brutalidade, não há mais espaço para discursos vazios. O que falta é ação imediata, planejamento e coragem política para frear esse massacre silencioso contra as mulheres mato-grossenses.
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