Montagem/HNT
A viúva do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, Rafaely Adriane Alves de Lima, afirmou que a prisão de Rafael Amorim de Brito representa um momento aguardado há quase dois anos pela família. O suspeito, apontado como autor do crime, foi preso nesta quarta-feira (7) no Rio de Janeiro, após operação policial.
Em entrevista ao programa Cadeia Neles, Rafaely disse que a captura do acusado traz alívio, mas não encerra a dor provocada pela perda. Segundo ela, a expectativa agora é que a Justiça seja feita e que a motivação do assassinato seja totalmente esclarecida pelas autoridades.
A viúva também cobrou rigor na responsabilização do criminoso e criticou o sistema penal. Para ela, falhas na legislação e a reincidência criminal contribuíram para o desfecho trágico. Rafaely defendeu mudanças nas leis e afirmou que não basta prender e soltar, destacando que todos os envolvidos no crime precisam responder judicialmente.
O suspeito estava escondido no Complexo do Alemão, na capital fluminense, e foi detido quando deixou a comunidade com a intenção de cometer um roubo a residência, no município de Itaboraí.
CRIME
O sargento Odenil Alves Pedroso foi morto a tiros no dia 28 de maio de 2024, enquanto trabalhava como segurança na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. De acordo com a investigação, o autor do crime se aproximou em uma motocicleta, efetuou os disparos e fugiu em seguida.
A vítima chegou a ser socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil apura se o homicídio foi motivado por vingança. Uma das linhas de investigação relaciona a execução a um confronto ocorrido dois dias antes do crime, em 26 de maio, quando Micael Oliveira Medeiros, de 25 anos, morreu em troca de tiros com a Polícia Militar.
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