Fiscalização volta a apertar ambulantes no Centro de Cuiabá e gera correria no calçadão

Fiscalização volta a apertar ambulantes no Centro de Cuiabá e gera correria no calçadão

A fiscalização da Prefeitura de Cuiabá voltou a provocar correria entre trabalhadores ambulantes que atuam no Centro da Capital. Na manhã desta semana, vendedores informais deixaram às pressas o calçadão e ruas adjacentes, especialmente na região da Rua 13 de Junho, durante ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública contra a ocupação irregular das calçadas.

Vídeos gravados no local mostram ambulantes recolhendo mercadorias rapidamente, carregando sacolas e desmontando barracas diante da presença de fiscais. O cenário se repetiu em pontos onde o comércio informal é tradicional, com trabalhadores descendo a via central enquanto a fiscalização impedia a permanência nos espaços públicos.

A ação faz parte de um processo iniciado em maio de 2025, quando a Prefeitura notificou os ambulantes para a desocupação das calçadas, em cumprimento a recomendação do Ministério Público de Mato Grosso. Segundo a administração municipal, a medida busca garantir a mobilidade urbana e o direito de ir e vir de pedestres no Centro.

Paralelamente às notificações, a gestão municipal abriu o cadastramento de comerciantes interessados em realocação para o Shopping da Orla. O espaço, no entanto, é alvo de críticas por parte dos ambulantes devido ao baixo fluxo de consumidores, o que inviabilizaria a manutenção da renda.

Como alternativa, a Prefeitura liberou a Travessa Desembargador Lobo, lateral do calçadão, para funcionar como área destinada ao comércio informal regularizado. Parte dos vendedores aderiu à proposta, enquanto outros continuam resistindo à retirada das calçadas, alegando falta de opções viáveis para sustentar a família.

A Secretaria de Ordem Pública afirma que, após a fase de orientação, a fiscalização tende a se tornar mais rigorosa, podendo resultar na apreensão de mercadorias em caso de descumprimento das determinações. Entre a exigência legal e a realidade social, os ambulantes seguem trabalhando sob constante tensão, em um cenário marcado pela insegurança e pela incerteza sobre o futuro.