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O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos afirmou em depoimento à Polícia Civil que passou mal momentos antes do atropelamento que matou a aposentada Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Segundo o relato, ele sentiu fortes dores de cabeça, náuseas e chegou a vomitar cerca de 40 a 50 metros antes do ponto da colisão.
De acordo com o depoimento, o advogado faz uso contínuo de medicamentos para hipertensão e diabetes e levantou a possibilidade de o mal-estar ter sido provocado por efeito adverso do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e para emagrecimento. “Eu acho que isso aí alterou alguma coisa”, declarou à polícia.
Mesmo diante do quadro relatado, Paulo Roberto afirmou que continuou dirigindo, com a intenção de parar em uma farmácia para verificar seu estado de saúde. A conduta é analisada pelos investigadores, que apuram se houve negligência ao seguir conduzindo o veículo em condições físicas comprometidas.
Imagens analisadas pela investigação mostram que o motorista não parou para prestar socorro após o atropelamento. Em outro trecho do depoimento, ele alegou que deixou o local por medo de ser agredido por populares, afirmando que temeu um possível linchamento. Segundo essa versão, ele teria tentado retornar posteriormente, mas acabou sendo localizado e detido pela polícia.
As investigações também apuram a dinâmica do acidente. Conforme apuração preliminar, a idosa foi atingida inicialmente pelo veículo conduzido pelo advogado e, em seguida, por um segundo carro que trafegava pela via.
O caso segue sob investigação da Polícia Judiciária Civil, que analisa imagens, laudos periciais e os depoimentos colhidos para definir a responsabilidade criminal do motorista. O advogado foi indiciado por homicídio doloso, na modalidade dolo eventual, e por deixar o local do acidente sem prestar socorro.
Histórico criminal
Paulo Roberto possui um extenso histórico criminal. Ele já foi condenado pelo assassinato e decapitação da amante, Rosimeire Maria da Silva, 19 anos, em Juscimeira. Além disso, Paulo Roberto também era procurado desde 1998 por envolvimento no assassinato de um delegado, morto com um tiro na nuca, à queima-roupa, no Rio de Janeiro.
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