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A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, Matheus Vinicius Ramos dos Santos, de 19 anos, suspeito de ter repassado a localização do amigo Willian Júnior Rodrigues da Silva, também de 19, para que fosse executado por integrantes de uma facção criminosa, em Cuiabá.
A informação foi confirmada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, que conduz as investigações.
O crime ocorreu no dia 1º de fevereiro, em uma quitinete no bairro Coxipó da Ponte. Willian foi morto com vários tiros na cabeça, dentro do imóvel, na frente da própria mãe, após três homens encapuzados invadirem o local.
Segundo a investigação, a vítima havia retornado recentemente da Bolívia, para onde fugiu após receber ameaças de morte. Ele estava escondido e apenas a mãe e Matheus sabiam onde estava hospedado.
Imagens de câmeras de segurança mostram que, horas antes da execução, Matheus saiu da quitinete afirmando que iria comprar sabonete. No trajeto, ele fotografou a fachada do imóvel e uma escola próxima, ambos com câmeras de monitoramento.
O suspeito alegou que teria enviado as imagens ao pai para informar sua localização. No entanto, o pai foi ouvido pela Polícia Civil e negou ter recebido qualquer foto ou mensagem.
Outro ponto que reforçou a suspeita foi o fato de Matheus ter deixado o imóvel cerca de um minuto antes da chegada dos executores, deixando o portão apenas encostado.
Para a Polícia Civil, há indícios de que a localização foi repassada pouco antes do crime. A principal linha de investigação aponta que o jovem pode ter entregue o amigo para evitar uma possível execução determinada pela facção, já que ambos estariam sendo cobrados pelo grupo criminoso.
Durante a invasão, Willian e a mãe foram agredidos com tapas e coronhadas. Conforme a apuração, os criminosos chegaram a fazer uma chamada de vídeo para questionar se deveriam matar a mãe, que tentou defender o filho. A ordem recebida foi para executar apenas o jovem.
Matheus foi preso por mandado judicial e permaneceu em silêncio durante o interrogatório. A Polícia Civil segue em diligências para identificar os três executores e apurar se houve mandantes.
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