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Um escrivão recém-empossado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso passou a ser investigado pela Corregedoria-Geral da instituição após denúncias de que estaria mantendo anúncios em sites de acompanhantes. O caso ganhou repercussão depois da divulgação de imagens em que o servidor aparece utilizando uma camiseta com identificação da Polícia Civil.
De acordo com as informações já publicadas por veículos locais, o policial teria divulgado serviços de cunho sexual em plataformas voltadas à prostituição masculina, incluindo fotos pessoais e descrições explícitas. Em um dos anúncios, ele utiliza um codinome e aparece vestindo peça associada à corporação, o que motivou o encaminhamento do caso para apuração interna.
O servidor ingressou na carreira por decisão judicial, em caráter sub judice, após não ter sido considerado apto em uma das etapas do concurso público, o Teste de Aptidão Física (TAF). Mesmo com a pendência, ele foi nomeado e tomou posse recentemente em Cuiabá.
Em nota, a Polícia Civil confirmou que tem conhecimento da situação funcional do escrivão e informou que a Corregedoria já foi acionada para analisar as novas denúncias envolvendo a conduta do servidor.
“A Polícia Civil informa que o escrivão de polícia recém-empossado está sub judice por não estar apto em uma das fases do concurso, o TAF. Quanto às novas informações, a Corregedoria já foi comunicada para as providências cabíveis”, diz o comunicado.
A apuração deve avaliar se houve violação de normas disciplinares, especialmente pelo possível uso de elemento ligado à instituição em contexto alheio à função pública. Dependendo do resultado, o caso pode ter reflexos administrativos e até impactar a permanência do escrivão no cargo.
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