JLSIQUEIRA / ALMT
O ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) pediu exoneração do cargo comissionado que ocupava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após a repercussão envolvendo sua rotina fora da Casa de Leis. A saída foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo presidente da Assembleia, Max Russi.
Segundo Russi, o próprio ex-parlamentar solicitou o desligamento.
“Ele pediu para sair e deve estar se desligando da Assembleia para tocar a sua vida. Então está muito tranquilo esse caso, até porque teve o pedido dele nessa direção”, declarou.
A permanência de Ulysses na folha salarial da ALMT vinha sendo alvo de questionamentos após reportagens mostrarem o ex-deputado em viagens, gravações de vídeos e agendas fora do Legislativo enquanto seguia ocupando cargo na estrutura da Assembleia.
No Portal Transparência da ALMT, Ulysses aparece matriculado como servidor comissionado sob o número 46381 desde o dia 2 de março de 2023. Ele ocupava o cargo de superintendente de controle interno de fiscalização, finanças e contratos, com salário bruto mensal de R$ 18.389,65.
Durante o período em que permaneceu nomeado, recebeu o equivalente a R$ 785.496,25 em valores brutos e R$ 594.136,87 líquidos, conforme dados disponíveis no sistema da Assembleia Legislativa.
Em meio à repercussão, a ALMT alegou que o cargo ocupado pelo ex-deputado não exige registro de ponto presencial. A justificativa da Casa foi baseada na resolução administrativa 007/2012, que retira a obrigatoriedade de controle de frequência para cargos considerados de liderança.
Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Ulysses Moraes ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre política e pautas conservadoras. Atualmente, soma mais de 800 mil seguidores nas plataformas digitais.
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