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Durante entrevista ao programa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), Pedro Taques afirmou que o Governo de Mato Grosso ainda não apresentou os resultados da auditoria determinada pela Justiça sobre empréstimos consignados de servidores estaduais. Segundo ele, o prazo de 120 dias fixado para a revisão das operações terminou em 20 de maio sem que fossem divulgadas as conclusões do trabalho.
Atuando na defesa de sindicatos e da Federação Sindical de Mato Grosso na ação que trata do tema, Taques relatou que participou nesta semana de uma audiência com o juiz responsável pelo caso para cobrar informações sobre o andamento da determinação judicial.
“O servidor não quer dar calote. O servidor quer pagar aquilo que deve. O que nós pedimos é que o Estado mostre os contratos que já foram reclassificados”, declarou.
De acordo com ele, se o cronograma informado pelo próprio governo estiver sendo cumprido, milhares de operações já deveriam ter sido analisadas.
“Se o Estado analisou cerca de 200 contratos por dia, ele já deve ter reanalisado aproximadamente 20 mil contratos. Nós queremos que esses contratos sejam apresentados”, disse.
A determinação judicial prevê uma análise individual das operações após questionamentos sobre possíveis irregularidades nos descontos aplicados nos contracheques dos servidores.
Segundo Taques, sindicatos continuam recebendo relatos de trabalhadores que afirmam ter parte significativa da remuneração comprometida pelos empréstimos.
“Muitos servidores nos procuram dizendo que estão tendo descontos de 45% e até 50% dos seus salários. É justamente isso que precisa ser esclarecido nessa reclassificação”, afirmou.
Ao comentar o andamento do processo, ele também criticou a atuação do Estado.
“O Estado não fez absolutamente nada. Só prometeu e não apresentou o resultado da reclassificação determinada pela Justiça”, declarou.
Taques defendeu ainda que o caso de Mato Grosso tenha tramitação própria e não fique condicionado a discussões semelhantes em andamento nos tribunais superiores.
“O servidor quer saber quanto deve, quanto já pagou e se os descontos que estão sendo feitos são realmente legais”, concluiu.
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