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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu ontem (28), durante coletiva de imprensa, que para solucionar o impasse com o estado do Pará, em relação aos municípios situados na região da Cachoeira das Sete Quedas, o ideal é a realização de um plebiscito entre os moradores dos seis municípios em disputa, para que decidam a qual estado desejam pertencer.
O governador destacou que Mato Grosso é o estado que tem prestado serviços de saúde, educação e mobilidade à região.
“Se não houver outra solução, com as pessoas que moram nessa região, para que eles decidam em qual estado eles querem participar, se é o Pará ou se é o Mato Grosso”, declarou o republicano.
Ficou marcada para o dia 10 de junho a primeira audiência no STF, na tentativa de buscar uma conciliação entre os estados.
O impasse territorial se arrastou por cerca de 20 anos e foi encerrado em 2020, quando o STF decidiu manter o limite entre Mato Grosso e Pará. Na ocasião, Mato Grosso buscava o reconhecimento, como parte de seu território, de uma extensão de terra incorporada ao Pará em 1922.
No entanto, o estado voltou a questionar o entendimento em uma nova ação protocolada em maio de 2023, na qual reivindica novamente o reconhecimento de parte da área.
A disputa envolve uma área equivalente ao território do estado de Sergipe e abrange seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
Diante do embate, a governadora Hana Ghassan (MDB) afirmou que “não cederia um palmo de terra” a Mato Grosso.
COM REPORTER MT
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