REPRODUÇÃO
O policial federal Adriano Soares de Lima, investigado por supostas ameaças contra estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), negou as acusações durante depoimento prestado à Polícia Civil.
De acordo com os denunciantes, o policial teria ido até a UFMT e intimidado alguns alunos que participaram das denúncias envolvendo o caso. Um dos relatos aponta que ele teria afirmado que, caso o filho dele não se formasse, os demais estudantes também não concluiriam o curso. As acusações deram origem à investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.
A informação foi divulgada ontem (3) pela Polícia Civil, que concluiu o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) instaurado para investigar denúncias feitas por universitários. Segundo a corporação, o investigado compareceu à delegacia, negou os fatos relatados pelos estudantes e exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. O procedimento foi encerrado na esfera policial e foi encaminhado à Justiça.
As denúncias surgiram em meio à repercussão do caso da chamada “lista de estupráveis”, que levou à abertura de investigações na UFMT. Conforme relatos de estudantes, Adriano Soares de Lima é pai de um dos alunos investigados por suposta participação em conversas com conteúdo misógino e referências à violência sexual contra mulheres.
A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o investigado foi ouvido, negou as acusações e que o procedimento foi encaminhado ao Jecrim, que agora será responsável por analisar o caso e adotar as providências legais cabíveis.
COM 24 HORAS MT
Copyright © Todos os direitos reservados

