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Em entrevista à imprensa no Fórum da Capital nesta manhã de quanta-feira(15) a filha do advogado Renato Nery, Lívia Moreira Gomes Nery, disse que ainda vive com medo e insegura, assim como toda a sua família. “Foi um crime que chocou a sociedade. Meu pai estava indo trabalhar quando levou sete tiros na cabeça, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Isso mostra o quanto estamos inseguros.”, disse.
Segundo ela quando a família foi prestar depoimento, perguntou ao delegado se estávam seguros. Ele respondeu que não sabia. "Nós não sabíamos o que estava acontecendo e se os filhos também poderiam ser alvo por causa dos processos do meu pai", relembrou.
Ela é testemunha de acusação no júri popular de Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado pelo Ministério Público como o autor dos tiros que mataram Renato. “A gente espera que a Justiça seja feita. Esse é apenas o primeiro júri. Nós acreditamos que serão vários, porque há vários envolvidos. Na semana passada completaram dois anos da morte do meu pai e, de alguma forma, a Justiça está começando a ser feita”, afirmou.
Livia disse ter certeza que seu pai foi morto por conta de uma disputa judicial por uma propriedade rural, conforme apontam as investigações da Polícia Civil.
O ASSASSINATO
Lívia relembrou os instantes após o atentado.
“Nós não vimos apenas as imagens das câmeras. Nós estávamos lá. Eu fui na ambulância com o meu pai. Vi ele urrando de dor, sangrando. São cenas que jamais vou esquecer. Parece que aconteceu ontem.”
Ela afirmou que continua trabalhando no escritório fundado pelo pai e, diariamente, passa pelo local onde ele foi assassinado.
“É muito difícil falar em vida normal. Todos os dias eu passo exatamente onde meu pai foi morto.”
OS ENVOLVIDOS
César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos são apontados como os mandantes do assassinato de Renato Nery. O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva é acusado de ter executado os disparos que mataram o advogado.
O sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira atuou como intermediador, sendo responsável por receber o dinheiro, a arma e contratar Alex para executar o crime.
O policial militar Ícaro Nathan Santos Ferreira é apontado como responsável por fornecer a arma e facilitar a transferência dos pagamentos.
O PM Jackson Pereira Barbosa teria coordenado a execução e realizado pagamentos parciais aos envolvidos.
MAIS ENVOLVIDOS
Os Policiais militares Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins são investigados por, supostamente, forjarem um confronto policial com o objetivo de dar aparência de legalidade à apreensão da arma utilizada no assassinato.
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