Fávaro diz que racha no UB, após derrota de Jayme Campos ajuda a esquerda

Fávaro diz que racha no UB, após derrota de Jayme Campos ajuda a esquerda REPRODUÇÃO

O senador Carlos Fávaro (PSD) avaliou que os intensos conflitos de bastidores que fragmentam a direita, tanto no plano nacional quanto em Mato Grosso, servirão de combustível para o sucesso eleitoral da esquerda em 2026.

Em análise do cenário regional, Fávaro destacou que o racha explícito no PL de Mato Grosso — cujos prefeitos estão divididos entre sustentar o projeto governamental de Wellington Fagundes (PL) ou migrar para o palanque de reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) — gera um vácuo que beneficia a pré-candidatura majoritária da médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD).

No tabuleiro federal, o cacique político argumentou que os desentendimentos públicos da família do ex-presidente Jair Bolsonaro desidratam a oposição e pavimentam o projeto de continuidade do presidente Lula (PT) nas urnas.

"Quanto mais a direita se dividir, melhor para nós, tanto na disputa ao Governo quanto à Presidência da República, porque nós estamos unidos e o presidente Lula vai conseguir seu quarto mandato. Quanto mais a direita se dividir, melhor para nós", afirmou Carlos Fávaro à imprensa, nesta quinta-feira (30), durante a convenção do PSD.

Fávaro, que preside o diretório estadual do PSD, articulou desde o fim das eleições municipais de 2024 a aproximação do partido com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), buscando construir uma ampla aliança de centro-esquerda para a disputa em 2026. O diálogo resultou na formação de uma frente composta por oito partidos.

Um dos principais impasses enfrentados pelo senador ocorreu dentro do próprio PSD, quando o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reivindicou o direito de disputar o governo. Mas o projeto do ex-prefeito priorizava uma candidatura própria e uma eventual aliança com a federação ligada a Lula apenas em um possível segundo turno. O senador não incentivou a pré-candidatura por considerar que ela contrariava o compromisso assumido com Lula de fortalecer o palanque da esquerda em Mato Grosso.

"Tudo o que era possível unir em torno da candidatura da Dra. Natasha nós conseguimos. O tamanho da nossa convenção mostra essa unidade. Todo mundo trouxe seus militantes", disse.

Ao defender o potencial eleitoral da aliança, Fávaro citou o desempenho do grupo nas eleições à Prefeitura de Cuiabá em 2024, quando o então deputado estadual Lúdio Cabral atingiu 46,19% no segundo turno. O prefeito eleito, Abilio Bruninin (PL), pontuou 53,78%.

"Nós mostramos essa unidade na eleição de Cuiabá. Ninguém dizia que o Lúdio iria para o segundo turno. Ele quase fez 47% e quase venceu a eleição. Agora estamos ainda mais unidos e vamos vencer as eleições em Mato Grosso", concluiu.

 

COM HNT