REPRODUÇÃO
A escolha da vaga de vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) virou um autêntico nó cego e arrasta a oposição para um cenário de extrema instabilidade. Diante do forte desgaste nas articulações, o nome do empresário Reinaldo Morais, conhecido como "Rei do Porco", ressurgiu nos bastidores nesta segunda-feira (10) como uma espécie de plano emergencial para pacificar as bases do próprio PL.
A movimentação é uma tentativa de conter a crise aberta após Wellington rifar Marcelo Maluf (Novo) no teto do prazo e indicar o médico Alencar Farina (PL) — manobra que enfureceu o partido Novo e abriu uma fratura exposta na ala conservadora [hnt.com.br].
A reação contra Farina foi imediata. A militância bolsonarista desenterrou o histórico do médico, que acumula passagens pelo PT, incluindo uma disputa como vice-prefeito de Cuiabá em 2004 na chapa do petista Alexandre César e disputas para vereador e prefeito sob a bandeira de esquerda.
A escolha trouxe de volta a pecha de "melancia" (verde por fora, vermelho por dentro) que paira sobre Wellington.
É exatamente nesse cenário de crise que o nome de Reinaldo Morais ressurge como alternativa no tabuleiro. Filiado ao PL em 2022 a convite do próprio Wellington, o "Rei do Porco" tem perfil ligado ao agronegócio e atua no setor produtivo.
Embora tenha tido uma votação modesta na disputa ao Senado em 2020, o empresário é visto por aliados como uma opção sem os "vícios" ou pontes com a esquerda que marcaram a opção anterior.
COM REPORTER MT
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