REPRODUÇÃO
O senador Jayme Campos (União Brasil) subiu o tom contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao classificar os recentes anúncios do Palácio Paiaguás para Várzea Grande como "fake news" e “estelionato eleitoral” [1.1]. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa, o parlamentar acusou a atual gestão estadual de subestimar a inteligência do eleitorado ao apresentar projetos não executados como respostas rápidas para crises históricas do município, visando apenas o ganho político na véspera das eleições [1.1].
A principal artilharia do senador mirou o projeto do novo Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande, orçado em mais de R$ 200 milhões [1.1]. Jayme contestou a necessidade de se iniciar uma nova construção do zero e cobrou o funcionamento integral do Hospital Metropolitano, localizado no bairro Cristo Rei, que estaria operando com menos de 40% de sua capacidade instalada [1.1]. Para o cacique político, o anúncio governista serve como uma peça de marketing eleitoral, já que a entrega real da estrutura demandaria anos entre licitações e obras [1.1].
Campos também classificou como enganosa a promessa de Pivetta de solucionar o crônico desabastecimento de água da cidade em até 45 dias por meio da perfuração de poços artesianos [1.1]. O senador argumentou tecnicamente que o município possui capacidade de produção, mas padece com uma rede de distribuição deficiente e antiga [1.1]. Ele enfatizou que prometer uma saída milagrosa em pouco mais de um mês, sem enfrentar os gargalos estruturais das tubulações, é tentar vender uma ilusão à sociedade [1.1].
Por fim, o ex-prefeito reagiu duramente às narrativas que tentam atribuir às administrações da família Campos a culpa pelo sucateamento do saneamento local [1.1]. Jayme relembrou que deixou o comando do Executivo municipal há mais de duas décadas e que, desde então, a população várzea-grandense praticamente dobrou de tamanho sem que houvesse investimentos proporcionais em infraestrutura por parte dos gestores sucessores, exigindo agora total transparência na aplicação do dinheiro público [1.1].
REBATE – Pivetta, em outras oportunidades, já declarou publicamente que não pretende entrar em um jogo de agressões verbais. "Eles são parlamentares... parlamentar é isso, falar, falar. E eu tenho que trabalhar, meu negócio é fazimento", disparou o governador.
Sobre a crise hídrica em Várzea Grande, a equipe governista defende que as ações (como a perfuração de poços e investimentos emergenciais) fazem parte de um plano técnico real para mitigar o sofrimento do município, o qual Pivetta criticou por ter sido "maltratado e abandonado" por sucessivas gestões nas últimas décadas, período esse exatamente dominado pelo grupo dos Campos.
COM VG NOTICIAS
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