“Se eu for abrir o bico, se eu for falar tudo que eu sei, acabou Mato Grosso", ameaça Jayme Campos

“Se eu for abrir o bico, se eu for falar tudo que eu sei, acabou Mato Grosso REPRODUÇÃO

O senador Jayme Campos (União Brasil) elevou drasticamente o tom ao comentar as investigações sobre desvios de recursos públicos em Mato Grosso, afirmando possuir informações de bastidores capazes de provocar um colapso político no estado: “Se eu for abrir o bico, se eu for falar tudo que eu sei, acabou Mato Grosso. Não vai ter cadeia para pouca gente. Vai ter que buscar novos presídios.”

A declaração forte foi dada nos corredores da Assembleia Legislativa (ALMT), logo após o parlamentar acompanhar os depoimentos da CPI da Saúde. O congressista alertou que o volume de irregularidades ocultas é tão expressivo que, caso revelado na totalidade, faltariam vagas no sistema prisional estadual.

Durante a entrevista, o parlamentar cobrou uma apuração rigorosa e transparente por parte dos órgãos de fiscalização e controle, enfatizando que os esquemas operam nos moldes de uma verdadeira organização criminosa. Campos destacou que as apurações devem alcançar o topo das estruturas políticas e econômicas, defendendo a prisão e o ressarcimento integral aos cofres públicos por parte dos envolvidos. Ele indicou ainda possuir indícios substanciais de que novas operações policiais de grande escala devem ser deflagradas em breve no território mato-grossense.

O senador cobrou a atuação dos órgãos de investigação e controle e afirmou que as denúncias não podem simplesmente cair no esquecimento. “Todos os dias tem denúncia de desvio de recursos públicos. Vai ficar por aí? Não pode ficar por aí. Nós temos que apurar todos esses fatos que aconteceram no nosso Estado”, declarou.

Jayme disse ainda ter informações sobre a possibilidade de novas operações. “Parece que vêm mais [operações] aí, porque o trem aí é mais feio do que vocês pensam”, afirmou.

Para o senador, eventuais investigações devem alcançar também pessoas de maior poder econômico e político, caso sejam identificadas irregularidades. “Tem que ir preso, amigo. Tem que sair preso e tem que devolver o dinheiro do Estado de Mato Grosso para o povo mato-grossense”, disse. “Não pode ser para pobre, tem que ser para rico também”, acrescentou.

 

COM VGN