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A sessão da Câmara de Várzea Grande desta terça-feira (25) virou palco de um duro embate. O presidente Wanderley Cerqueira (MDB) mandou cortar o som do microfone do vereador Rogerinho da Dakar (PSDB) assim que o tucano começou a usar a tribuna para explicar o áudio enviado a servidores graduados do Legislativo. Dakar, que tentava usar a pauta de R$ 16 milhões do DAE para se defender do vídeo dos maços de dinheiro, acabou censurado pela Mesa, escancarando o isolamento político que enfrenta desde que o escândalo estourou.
"Quero deixar registrado nessa Casa de Leis e pedir desculpa ao nosso procurador Ismael e ao secretário executivo do presidente, Samir, onde enviei um áudio no grupo dessa Casa de Leis e esse áudio foi vazado", começou Rogerinho.
Wanderley tentou interromper o vereador e pediu que ele se limitasse a tratar do projeto de lei. Os dois protagonizaram um bate-boca e, em seguida, o presidente cortou o microfone de Rogerinho.
O vereador retomou a fala, mas, após o corte do áudio, deixou a tribuna sem concluir a explicação.
PEDIDO DE AJUDA
No áudio divulgado pelo O Empallador, Rogerinho pede orientação ao procurador e a Samir Japonês para construir uma defesa após a divulgação das imagens.
“Fala aí, Samir. Fala aí, Ismael. O que eu tenho que fazer? Me defende aí, meu irmão”, diz o vereador no áudio.
“Nós estamos no mesmo bolo. Como que faz aí? Fala aí pra mim. Ismael, Samir. E aí? Companheiros do grupo”, continua.
O vídeo que mostra Rogerinho recebendo maços de dinheiro resultou na saída dele do comando do DAE-VG. Ele foi exonerado por Flávia Moretti e retornou à Câmara Municipal, onde passou a exercer a função de líder do governo.
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à prefeitura a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do vereador.
COM HNT
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