Pivetta diz que obras da BR-163 só andaram após perda de espaço de Wellington no Dnit

Pivetta diz que obras da BR-163 só andaram após perda de espaço de Wellington no Dnit REPRODUÇÃO REPORTER MT

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) subiu o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) após o debate na TV Vila Real, ontem (1º). O chefe do Executivo de Mato Grosso afirmou que as obras de infraestrutura no Estado, incluindo a duplicação da rodovia federal, só saíram do papel depois que o adversário perdeu a influência política que exercia sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Pivetta destacou que a hegemonia de Wellington no órgão atravessou diferentes gestões presidenciais e sustentou que o destravamento logístico ocorreu por determinação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria retirado o senador do controle da autarquia, abrindo caminho para o Estado assumir as concessões rodoviárias federais.

Na avaliação do candidato à reeleição, a saída de Fagundes do controle do DNIT foi o divisor de águas para que o governo mato-grossense conseguisse viabilizar a duplicação da rodovia BR-163 e assumir a administração de outros trechos rodoviários estratégicos que antes sofriam com impasses e atrasos burocráticos.

Pivetta destacou que foi justamente a saída do senador do comando da pasta que abriu caminho para as parcerias de infraestrutura: "Foi por isso que nós conseguimos duplicar a BR-163, com a expulsão desse cara do DNIT, que nós conseguimos o governo conseguir assumir a BR-163, o governo conseguir assumir a MT-010, que ele não queria".

Conforme dados da Concessionária Nova Rota do Oeste, o ritmo das obras de duplicação da BR-163 foi acelerado para ser concluído em quatro anos, metade do prazo original previsto no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a ANTT. Até o momento, o Estado entregou 230 quilômetros de pistas novas (100 km em 2024 e outros 130 km este ano), resultado que ajudou a derrubar em 95% os acidentes com morte no trecho entre Diamantino e Nova Mutum.

O cronograma atual prevê a entrega de mais 88 km de pista nova até dezembro de 2026, além de novos pacotes de investimentos que incluem a duplicação até Rosário Oeste e a área de escape na Serra de São Vicente.


COM REPÓRTER MT