DIVULGAÇÃO
O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) apontou uma movimentação de R$ 14 milhões na Minerbras Mineração Ltda., empresa controlada pelos filhos de Mauro Mendes (União).
Em coletiva na última quinta-feira(3) Taques exibiu documentos mostrando que R$ 13,2 milhões foram repassados para a holding familiar Sollo Participações logo no dia seguinte ao recebimento. A transferência foi realizada em junho de 2024, sucedendo o acordo bilionário de R$ 308,1 milhões firmado entre a Procuradoria-Geral de Mato Grosso e a Oi S.A. em abril do mesmo ano.
O caso já é monitorado no STF, na PGR e na Polícia Federal. Os registros expostos revelam ainda que a mineradora declarou patrimônio de R$ 12,4 milhões e vinculou uma conta do Santander em cadastro feito na Sefer Investimentos (Banco Master) em 7 de junho de 2024.
Quatro dias depois, em 11 de junho, a Minerbras recebeu R$ 14 milhões. Documento bancário obtido na investigação aponta que, em 12 de junho, R$ 13,2 milhões, o equivalente a cerca de 94% do valor, saíram da mesma conta com destino à Sollo Participações.
Os R$ 14 milhões foram intermediados pela Sefer e tiveram como origem, conforme registros apresentados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos que formalizaram a operação como aquisição de notas promissórias emitidas pela Minerbras. A empresa assumiu compromisso de pagamento por meio de 55 títulos. O valor de face das 55 notas era de R$ 19.278.487,09. O fundo pagou R$ 14 milhões pelos papéis, operação realizada com deságio de 27,4%.
“Uma empresa declara por escrito, em 7 de junho, que não possui endividamento financeiro. Dias depois toma R$ 14 milhões emitindo notas contra si mesma. No dia 12, manda 94% desse dinheiro para a holding da própria família. E nunca paga, o crédito é baixado a zero, sem um único vencimento em atraso. Isso não é opinião minha. Está nos papéis”, frisa Taques.
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