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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defendeu publicamente o bloqueio rigoroso do sinal de telefonia celular dentro das unidades prisionais de Mato Grosso. O posicionamento do gestor estadual e candidato à reeleição ocorreu ontem (14), em decorrência da repercussão nacional da Operação Fariseus, que desarticulou as ações de uma família de religiosos que utilizava o acesso a presídios de Cuiabá para atuar em benefício de uma liderança de facção criminosa.
Ao ser interpelado sobre as fragilidades no sistema penitenciário, Pivetta destacou que o Estado mantém um cronograma de fiscalização sistemática e revistas frequentes, mas reconheceu que o ingresso clandestino de aparelhos telefônicos ainda representa um desafio crônico para a segurança pública. “Infelizmente, ainda existem muitos casos desses, e a solução definitiva é bloqueador de celular”, sentenciou o governador, apontando a tecnologia de interferência de sinal como a única saída eficaz para interromper a cadeia de comando do crime organizado que opera atrás das grades.
A manifestação do chefe do Executivo recoloca o debate sobre a gestão carcerária no centro da agenda política do estado.
A Operação Fariseus, coordenada pelas forças integradas de segurança, expôs como a cobertura de assistência religiosa e social acabou sendo distorcida para burlar a vigilância e transportar ordens e informações de interesse de facções criminosas, aumentando a pressão sobre o Governo do Estado por respostas rápidas e investimentos em tecnologia de bloqueio perimetral nas penitenciárias mato-grossenses.
“Fazemos sistematicamente o combate e a fiscalização. Infelizmente, ainda existem muitos casos desses e a solução definitiva é bloqueador de celular”, afirmou.
“Estamos formulando o edital para licitar a compra desse serviço, para bloquear celular nas unidades prisionais. É a única maneira de eliminar definitivamente a comunicação dos detentos que comandam o crime aqui fora”, completou.
COM MIDIA NEWS
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