ALMT
A corrida eleitoral por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ganhou um complicador de alta voltagem nos bastidores de Sapezal. Um áudio que circula intensamente em redes sociais atribui ao deputado estadual e candidato à reeleição, Francisco Guarnieri de Lima, o Chico Guarnieri (PSDB), uma série de intimidações, xingamentos e ameaças explícitas direcionadas a uma empresária da região. O diálogo, que dura cerca de dois minutos e meio, expõe um bate-boca acalorado desencadeado após o parlamentar supostamente ter sido alvo de críticas em uma reunião corporativa interna.
Na gravação telefônica realizada pela própria mulher, o interlocutor inicia advertindo a empresária a tomar cuidado com o que fala para seus colaboradores. Ao ser questionado se a fala se tratava de uma intimidação, o homem responde de forma ríspida: “Estou ameaçando! Pilantra! Safada! Grava aí!”. Ao longo da discussão, a empresária rebate as ofensas, reclama de estar recebendo chamadas de múltiplos números telefônicos diferentes e questiona a postura ética do candidato perante o eleitorado feminino, enquanto o homem confirma sua identidade civil na linha.
O Outro Lado
Procurado pela imprensa para se manifestar sobre o episódio, o deputado Chico Guarnieri negou veementemente a autoria das declarações e refutou o conteúdo do material. O parlamentar declarou não reconhecer a própria voz no arquivo de áudio e assegurou tratar-se de uma armação digital montada por opositores. "Eu não reconheço. Você pode olhar ali, que são várias vozes no mesmo áudio. Eu não reconheço a minha própria voz", defendeu-se o tucano, completando que não conhece a mulher envolvida na gravação.
Ainda de acordo com Guarnieri, o ataque de reputação é fruto do desespero de seus concorrentes políticos em Sapezal e Campo Novo do Parecis devido ao seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. O deputado informou que sua assessoria jurídica já estuda acionar formalmente a Justiça Eleitoral para exigir que o arquivo seja submetido a uma perícia técnica oficial, visando comprovar que a gravação sofreu cortes, manipulações estruturais e edições fora de contexto para prejudicar sua imagem pública.
COM REPÓRTER MT
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