REPRODUÇÃO REPORTER MT
A fidelidade partidária tornou-se o principal ponto de combustão e desgaste na campanha eleitoral de Mato Grosso. Diante de uma sequência de baixas na base de apoio, a liderança do Partido Liberal (PL) subiu o tom e classificou o cenário atual como uma "traição geral" no estado. O desabafo ocorre após uma onda de prefeitos eleitos pela sigla em 2024 ignorarem as diretrizes da executiva e declararem apoio público ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), deixando isolado o candidato oficial do partido ao Palácio Paiaguás, o senador Wellington Fagundes.
O movimento de infidelidade atinge municípios polo e expõe um racha profundo na estrutura do PL. Entre as principais lideranças que migraram para o palanque de Pivetta estão os prefeitos Flávia Moretti (Várzea Grande), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Sérgio Machnic (Primavera do Leste), Carlão Borchardt (Tabaporã) e Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis).
A debandada em massa para a base do governador, combinada a acordos informais e cruzamentos de votos entre candidatos a cargos proporcionais, escancarou a fragilidade das alianças ideológicas locais frente ao pragmatismo político regional.
Essa fragmentação interna acendeu o sinal de alerta na cúpula liberal, que agora discute a aplicação de punições por quebra de disciplina e infidelidade por meio de sua comissão de ética.
Enquanto a direção nacional do PL tenta consolidar palanques puristas e blindar a imagem conservadora, o cenário prático em Mato Grosso mostra que os mandatários municipais preferiram priorizar o alinhamento com a força da máquina pública estadual, transformando a corrida ao Governo em um tabuleiro de alta instabilidade institucional.
COM MIDIA NEWS
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