O fundo que transforma: apoio às crianças e adolescentes

O fundo que transforma: apoio às crianças e adolescentes

Que o Brasil é um país, infelizmente, de profundas desigualdades sociais, todos sabemos.
Porém, poucos sabem que investir nas politicas públicas de apoio às crianças e adolescentes não é missão impossível do poder público.
Nas três esferas (União, Estados e Municípios), estão disponíveis os Fundos para a Infância e Adolescência.
Trata-se de uma poderosa ferramenta de transformação social. No entanto, de utilização quase zero pelos gestores públicos associados a uma falta de conhecimento do povo, que não sabe cobrar tal utilização.
Enquanto emendas parlamentares, por exemplo, demoram para chegar aos Estados e municípios, o fundo da Infância e Adolescência é cuidado por Conselhos Municipais (CMDCA).
Isso significa que o recurso doado em uma cidade fica, prioritariamente, naquela cidade, cabendo então o gestor fazer a melhor aplicação. Ele financia a reforma de uma brinquedoteca, o projeto de judô, no bairro carente ou o acolhimento de jovens em situação de risco.
Ou seja, não há necessidade de crianças talentosas em suas respectivas artes saírem pedindo apoio financeiro nos semáforos, nas ruas, enfim.
É necessário ter alguém ao lado que as instruam a cobrar do poder público investimentos corretos que tenha como origem os fundos de apoio às crianças e adolescentes.
As quantias reservadas constam nos portais transparências dos municípios, Estado e União.
Estamos diante não de um mero mecanismo contábil, mas, de um exercício direto de democracia e cidadania.

Glauber Arruda é engenheiro civil e cientista político