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O Tribunal do Júri que julgará o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, pela morte da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, William César Moreno, será realizado sob acesso restrito no próximo dia 7 de julho, em Cuiabá. A decisão foi tomada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, que acolheu um pedido da defesa para limitar o acesso ao plenário em razão do processo tramitar sob segredo de Justiça.
Com a determinação, apenas jurados, advogados, testemunhas, servidores e pessoas diretamente ligadas à ação poderão acompanhar a sessão. A imprensa não terá acesso ao julgamento e poderá registrar imagens apenas na parte externa do Fórum de Cuiabá.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) informou que todas as informações oficiais sobre a sessão serão divulgadas exclusivamente pela assessoria do gabinete da magistrada e posteriormente repassadas aos veículos de comunicação pela assessoria de imprensa da Corte.
Carlinhos Bezerra responde por feminicídio e homicídio qualificado pelo assassinato de Thays Machado e William César Moreno, mortos a tiros em 18 de janeiro de 2023, em frente ao edifício Solar Monet, em Cuiabá.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o empresário não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a ex-companheira. Na madrugada do crime, Thays acionou o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para informar que estava sendo seguida após deixar o Aeroporto Marechal Rondon, onde havia buscado William César Moreno. A vítima ainda relatou que o ex-companheiro costumava andar armado e recebeu orientação para procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
Horas depois, o casal foi surpreendido em frente ao edifício onde mora a mãe de Thays. Conforme a denúncia do Ministério Público, Carlinhos efetuou diversos disparos contra as vítimas e fugiu do local. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia em uma fazenda da família, no município de Campo Verde.
Ao longo da instrução criminal, a defesa buscou retirar o julgamento de Cuiabá, alegando que a repercussão do caso comprometeria a imparcialidade dos jurados. O pedido de desaforamento foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, entendimento posteriormente mantido pelo Superior Tribunal de Justiça, o que garantiu a realização do júri na Capital.
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