DNA em urina encontrada na cena pesou na condenação dos irmãos Mengarde

DNA em urina encontrada na cena pesou na condenação dos irmãos Mengarde Foto: Alair Ribeiro / TJMT

O julgamento do assassinato da produtora rural Raquel Cattani teve uma prova que pesou mais do que qualquer discurso no plenário do júri: o DNA encontrado na urina deixada na cena do crime. O material genético foi determinante para ligar Rodrigo Xavier Mengarde ao local do homicídio e sustentar a condenação dele e do irmão, Romero Xavier Mengarde, em Nova Mutum.

A urina foi localizada em um ponto específico da residência onde Raquel foi morta. Após análise pericial, o DNA encontrado foi compatível com o de Rodrigo, apontado pela acusação como o executor do crime. Para investigadores que atuaram no caso, a prova afastou de vez a versão de que o homicídio teria sido praticado por terceiros.

No júri, o Ministério Público destacou que o material genético não apareceu isolado. Ele se somou a outras provas reunidas ao longo da investigação, como registros de deslocamento, dados telefônicos e contradições nos depoimentos. Ainda assim, a perícia teve peso central por se tratar de um elemento técnico, direto e difícil de ser refutado.

A acusação sustentou que o crime foi premeditado. Rodrigo teria ido até a casa da vítima para executar o assassinato, enquanto Romero, ex-companheiro de Raquel, foi apontado como o responsável por arquitetar a ação. A tentativa de simular um roubo não se sustentou diante do conjunto de provas.

Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade dos dois irmãos. As penas aplicadas ultrapassam 30 anos de prisão, em regime fechado. Para a acusação, a prova pericial foi decisiva para desmontar as versões apresentadas pela defesa e esclarecer a dinâmica do crime.