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O Superior Tribunal de Justiça determinou novamente a prisão dos policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira, investigados por suposto envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, em Cuiabá. A decisão foi assinada pela ministra Maria Marluce Caldas e proferida na última quarta-feira, 11.
Renato Nery foi morto a tiros em julho de 2024, na porta do escritório onde atuava, localizado na Avenida Fernando Corrêa, na Capital. As investigações apontam que o crime teria sido encomendado por um casal de empresários em razão de uma disputa de terras no interior do estado.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, os quatro militares foram denunciados por simular um confronto que terminou na morte de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio de outro rapaz. A suposta encenação teria como objetivo ocultar a arma utilizada no assassinato do advogado, uma pistola Glock modelo G17, calibre 9 milímetros.
Os policiais chegaram a ser presos em março de 2025, durante a Operação Office Crimes, deflagrada pela Polícia Civil. Meses depois, contudo, foram colocados em liberdade por decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas a soltura foi mantida.
No novo recurso apresentado ao STJ, a ministra entendeu que a liberdade dos investigados representa risco à ordem pública e ao andamento da instrução criminal. Em sua decisão, destacou que a jurisprudência da Corte é firme ao reconhecer a necessidade de resguardar a ordem pública não apenas pela gravidade concreta da conduta, mas também pela atuação estruturada e organizada evidenciada pela logística e pelo planejamento da empreitada criminosa.
Com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, a ministra decretou a prisão preventiva dos quatro policiais, restabelecendo a custódia cautelar no âmbito do processo.
O caso segue em tramitação e permanece sob investigação, envolvendo tanto a apuração do homicídio do advogado quanto os desdobramentos relacionados à suposta simulação de confronto para ocultação de provas.
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