Justiça mantém preso marido que confessou matar empresária e enterrar corpo no quintal

Justiça mantém preso marido que confessou matar empresária e enterrar corpo no quintal Reprodução

A Justiça manteve a prisão de Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, e enterrar o corpo no quintal da residência onde o casal morava, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá.

A decisão foi tomada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal da Capital, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (7).

Ao deixar o fórum, Jackson confessou novamente o crime e afirmou estar arrependido. Em conversa com a imprensa, alegou ter “perdido a cabeça” após conflitos familiares e pediu perdão aos parentes da vítima.

“Ninguém faz nada de uma hora pra outra. Vem de tempo. Ela proibiu eu ver meu filho, proibiu eu ver minha mãe, me afastou de toda a minha família. Com o tempo, eu perdi a cabeça e fiz besteira”, declarou.

As investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que o suspeito tentou encobrir o feminicídio criando uma falsa narrativa de desaparecimento e sequestro da empresária.

Segundo a polícia, Nilza desapareceu na manhã de segunda-feira (4), na região do Coxipó da Ponte. Após o sumiço, Jackson registrou boletins de ocorrência e procurou a Delegacia Especializada de Estelionato alegando ser vítima de extorsão, numa tentativa de despistar as investigações.

A versão apresentada levantou suspeitas da delegada Eliane Moraes, responsável por parte das diligências do caso. Conforme a investigação, o suspeito também tentou vender bens da vítima após o assassinato.

Na terça-feira (5), Jackson confessou o crime e levou os policiais até o local onde havia enterrado o corpo da empresária em uma cova profunda no quintal da casa do casal.

De acordo com a DHPP, Nilza foi assassinada por estrangulamento com abraçadeiras plásticas conhecidas como “enforca-gato”. O corpo estava amarrado no pescoço, mãos e pés, indicando que a vítima teria sido imobilizada antes da morte.

O cadáver foi retirado do local com auxílio de um trator e encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Em seguida, passou por exames de necropsia no Instituto Médico Legal (IML).