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A presidente do Partido Novo em Rondonópolis, Raquel Mattei, divulgou nesta sexta-feira (6) uma nota pública em que rebate as declarações do empresário Carlos Eduardo Caleman sobre o episódio em que ela afirma ter sido perseguida e intimidada enquanto dirigia pela cidade.
A manifestação ocorre após o empresário sustentar que a situação teve origem em um desentendimento de trânsito e negar motivação político-partidária para o ocorrido. Segundo Raquel, as imagens registradas por câmeras de segurança e os vídeos encaminhados às autoridades demonstram que o caso ultrapassa os limites de uma discussão entre motoristas.
Na nota, a dirigente partidária informou que registrou boletim de ocorrência e entregou todo o material que possui sobre o episódio aos órgãos responsáveis pela investigação.
“Tenho plena confiança de que a verdade será demonstrada por meio dos vídeos, dos depoimentos e da investigação conduzida pelos órgãos competentes”, afirmou.
Raquel relata que retornava para casa acompanhada da filha quando passou a ser alvo de ofensas, intimidações e perseguição. De acordo com ela, a situação gerou medo e sensação de insegurança.
“Quem assistiu às imagens e ouviu os relatos sabe que não se trata de um simples desentendimento de trânsito. O que vivi naquela noite foi uma situação de constrangimento e intimidação que jamais deveria acontecer com qualquer mulher, mãe ou cidadã”, declarou.
A presidente do Novo também reafirmou que houve referências políticas durante o episódio, reforçando a versão apresentada inicialmente por ela de que a hostilidade teria relação com posicionamentos políticos.
“Divergências políticas fazem parte da democracia. A violência, o ódio e a perseguição não”, escreveu.
O caso ganhou repercussão após Raquel divulgar nas redes sociais que teria sido seguida por vários quilômetros por um motorista que realizou manobras perigosas e a acompanhou até as proximidades de seu condomínio.
Após a repercussão do caso, Carlos Eduardo Caleman publicou um vídeo em que pede desculpas à dirigente partidária e às pessoas que se sentiram ofendidas. O empresário admitiu que seguiu o veículo conduzido por Raquel, mas afirmou que a situação teve início após um incidente de trânsito e negou qualquer motivação política.
Além de contestar a versão apresentada pela presidente do Novo, Caleman informou que também registrou boletim de ocorrência e pretende apresentar sua versão dos fatos às autoridades.
O caso segue sob apuração dos órgãos competentes, que deverão analisar as imagens, os depoimentos e demais elementos reunidos pelas partes envolvidas.
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